domingo, 24 de janeiro de 2016

III Domingo Comum - Ano B


"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu 
para anunciar a boa nova aos pobres. 
Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, 
a restituir a liberdade aos oprimidos 
e a proclamar o ano da graça do Senhor". 


MENSAGEM PARA O JUBILEU DA MISERICÓRDIA DOS ADOLESCENTES
Crescer misericordiosos como o Pai
 
Queridos adolescentes!

A Igreja está a viver o Ano Santo da Misericórdia, um tempo de graça, paz, conversão e alegria que abrange a todos: pequenos e grandes, próximos e afastados. Não há fronteiras nem distâncias que possam impedir à misericórdia do Pai de nos alcançar, tornando-se presente no meio de nós. A Porta Santa já está aberta em Roma e em todas as dioceses do mundo.
Este tempo precioso abrange também a vós, queridos adolescentes, pelo que me dirijo a vós para vos convidar a participar nele, a tornar-vos seus protagonistas descobrindo-vos filhos de Deus (cf. 1 Jo 3, 1). Gostaria de vos convidar um por um, gostaria de vos chamar pelo nome, como faz Jesus cada dia, porque – como bem sabeis – os vossos nomes estão escritos no Céu (Lc 10, 20), esculpidos no coração do Pai, que é o Coração Misericordioso donde nasce toda a reconciliação e toda a doçura.
O Jubileu é um ano inteiro no qual se diz santo cada momento, para que toda a nossa existência se torne santa. É uma ocasião para descobrirmos que viver como irmãos é uma grande festa, a mais bela que se pode sonhar, a festa sem fim que Jesus nos ensinou a cantar através do seu Espírito. Para a festa do Jubileu, Jesus convida mesmo a todos, sem fazer distinções nem excluir ninguém. Por isso, desejei viver também convosco alguns dias de oração e de festa. Assim espero-vos, em grande número, no próximo mês de Abril.
«Crescer misericordiosos como o Pai» é não só o título do vosso Jubileu, mas também a oração que fazemos por todos vós, recebendo-vos em nome de Jesus. Crescer misericordiosos significa aprender a ser corajosos no amor prático e desinteressado, significa tornar-se grande tanto no aspecto físico, como no íntimo de cada um. Estais a preparar-vos para vos tornardes cristãos capazes de escolhas e gestos corajosos, capazes de construir cada dia, mesmo nas pequenas coisas, um mundo de paz.
A vossa idade é um período de mudanças incríveis, em que tudo parece, ao mesmo tempo, possível e impossível. Com grande incitamento, vos repito: «Permanecei firmes no caminho da fé, com segura esperança no Senhor. Aqui está o segredo do nosso caminho! Ele dá-nos a coragem de ir contra a corrente. Podeis crer: isto fortalece o coração, já que ir contra a corrente requer coragem e Ele dá-nos esta coragem! Com Ele, podemos fazer coisas grandes; Ele nos fará sentir a alegria de sermos seus discípulos, suas testemunhas. Apostai nos grandes ideais, nas coisas grandes. Nós, cristãos, não somos escolhidos pelo Senhor para coisas pequenas; ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jogai a vida por grandes ideais!» (Homilia no Dia dos Crismandos no Ano da Fé, 28 de Abril de 2013).
Não posso esquecer aqueles de vós, adolescentes, que viveis em contextos de guerra, pobreza extrema, transtorno diário, abandono. Não percais a esperança! O Senhor tem um grande sonho a realizar juntamente convosco. Os amigos da vossa idade, que vivem em condições menos dramáticas do que as vossas, lembram-se de vós e comprometem-se por que a paz e a justiça possam pertencer a todos. Não acrediteis nas palavras de ódio e terror que se repetem com frequência; pelo contrário, construí novas amizades. Oferecei o vosso tempo, preocupai-vos sempre por quem vos pede ajuda. Sede corajosos, contra a corrente; sede amigos de Jesus, que é o Príncipe da paz (cf. Is 9, 6): «tudo n’Ele fala de misericórdia. N’Ele, nada há que seja desprovido de compaixão» (Misericordiae Vultus, 8).
Sei que nem todos vós podereis vir a Roma, mas o Jubileu é verdadeiramente para todos e será celebrado também nas vossas Igrejas locais. Estais todos convidados para este momento de alegria! Não prepareis apenas as mochilas e os dísticos; preparai sobretudo o vosso coração e a vossa mente. Meditai bem nos desejos que confiareis a Jesus no sacramento da Reconciliação e na Eucaristia, que celebraremos juntos. Quando passardes pela Porta Santa, lembrai-vos de que vos comprometeis a tornar santa a vossa vida, a alimentar-vos do Evangelho e da Eucaristia, que são a Palavra e o Pão da vida, para poderdes construir um mundo mais justo e fraterno.
Que o Senhor abençoe cada um dos vossos passos para a Porta Santa. Sobre vós imploro o Espírito Santo, para que vos guie e ilumine. Que a Virgem Maria, que é Mãe de todos, seja para vós, para as vossas famílias e para todos aqueles que vos ajudam a crescer em bondade e graça, uma verdadeira Porta da Misericórdia.


Vaticano, na solenidade da Epifania do Senhor, 6 de Janeiro de 2016.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Baptismo de Jesus

“Ele baptizar-vos-á
com o Espírito Santo e com o fogo.”

Lc 3, 16 – Evangelho do Domingo do Baptismo do Senhor

Leonardo da Vinci
INFORMAÇÕES

Hoje, 2º Domingo do mês, faremos um peditório especial à porta da Igreja para as obras da Igreja de S. Tiago e para as obras da Capela de S. João de Malta. Desde já o nosso muito obrigado pela vossa generosidade.

No próximo sábado, dia 16 de janeiro, a hora da nossa Eucaristia vespertina muda; passa para as 18.45 horas em vez das 19.00. Este novo horário passa a vigorar a partir do dia 16. A nossa Catequese paroquial será às 17.30 horas e a Eucaristia vespertina às 18.45 horas.

Hoje, sábado, dia 9, às 21.00 horas, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, haverá o Auto religioso dos Reis Magos, uma iniciativa do Município da Covilhã, com a participação dos Ranchos Folclóricos do Refúgio, Boidobra, Associação Grande Roda, Grupo de teatro ASTA e Conservatório Regional de Música da Covilhã.

No Domingo, dia 10, haverá o concerto de Reis, às 16.00 horas na Igreja da Misericórdia.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Epifania - Jesus nascido em Belém da Judeia...


Gedanken an Weihnachten


Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo». 

Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia (...)». 
Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo». 
Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante dele, adoraram-no. (...)
E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho. 

(Do Evangelho da Epifania do Senhor, Mateus 2, 1-12)


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Solenidade da Santa Mãe de Deus - Dia Mundial da Paz


O Senhor te abençoe e te guarde.
O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face,
e se compadeça de ti. O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz.
Assim invocarão o meu nome, e eu os abençoarei..."
(Nm 6,22-27)


Desça de mansinho o orvalho do céu,

Desça de mansinho à nossa terra lavrada,
Chuva cristalizada em gotas de paz e de amor,
Desça de mansinho e germine o salvador.

Ele é a nossa paz.


Acolhe-o, como Maria, no regaço,
Acerta por Ele o pulsar do coração,
E corre sobre este chão de terra lavrada,
Semeada de paz, de amor e de pão.

Vai, minha irmã, meu irmão,


Sonha e dança sobre este chão cheio de céu,
Corre, como Maria, sobre os montes,
Vence a apatia,
Bebe as fontes,
Anuncia a paz,
Rasga horizontes,
Abraça os estilhaços,
Refaz as pontes.

Não cedas à indiferença.


É uma doença que mata o coração.
Vence-a,
Afaga rosto a rosto,
Mão a mão,
Irmão a irmão.

E não te esqueças
Da paz e do perdão.

Nossa Senhora da Paz,
Ensina-nos como se faz.

D. António Couto

Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus - Homilia do Papa Francisco


HOMILIA
Santa Missa na Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus
Basílica Vaticana
Sexta-feira, 1º de janeiro de 2016
Boletim da Santa Sé

Ouvimos as palavras do apóstolo Paulo: «Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher» (Gl 4, 4).

Que significa Jesus nasceu na «plenitude do tempo»? Se o nosso olhar se fixa no momento histórico, podemos imediatamente ficar decepcionados. Sobre grande parte do mundo conhecido de então, dominava Roma com o seu poderio militar. O imperador Augusto chegara ao poder depois de cinco guerras civis. Também Israel fora conquistado pelo Império Romano e o povo eleito estava privado da liberdade. Por conseguinte, aquele não era certamente o tempo melhor para os contemporâneos de Jesus. Portanto, se queremos definir o clímax do tempo, não é para a esfera geopolítica que devemos olhar.

É necessária uma interpretação diferente, que entenda a plenitude a partir de Deus. No momento em que Deus estabelece ter chegado a hora de cumprir a promessa feita, realiza-se então, para a humanidade, a plenitude do tempo. Por isso, não é a história que decide acerca do nascimento de Cristo; mas, ao invés, é a sua vinda ao mundo que permite à história chegar à sua plenitude. É por isso que se começa, do nascimento do Filho de Deus, o cálculo duma nova era, ou seja, a que vê o cumprimento da antiga promessa. Como escreve o autor da Carta aos Hebreus, «muitas vezes e de muitos modos, falou Deus aos nossos pais, nos tempos antigos, por meio dos profetas. Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por meio de quem fez o mundo. Este Filho é resplendor da sua glória e imagem fiel da sua substância e tudo sustenta com a sua palavra poderosa» (1, 1-3). Assim, a plenitude do tempo é a presença de Deus em pessoa na nossa história. Agora, podemos ver a sua glória que refulge na pobreza dum estábulo, e ser encorajados e sustentados pelo seu Verbo que Se fez «pequeno» numa criança. Graças a Ele, o nosso tempo pode encontrar a sua plenitude.

Este mistério, porém, sempre contrasta com a dramática experiência histórica. Cada dia, quereríamos ser sustentados pelos sinais da presença de Deus, mas o que constatamos são sinais opostos, negativos, que fazem antes senti-Lo como ausente. A plenitude do tempo parece esboroar-se perante as inúmeras formas de injustiça e violência que ferem diariamente a humanidade. Às vezes perguntamo-nos: Como é possível que perdure a prepotência do homem sobre o homem? Que a arrogância do mais forte continue a humilhar o mais fraco, relegando-o para as margens mais esquálidas do nosso mundo? Até quando a maldade humana semeará na terra violência e ódio, causando vítimas inocentes? Como pode ser o tempo da plenitude este que coloca diante dos nossos olhos multidões de homens, mulheres e crianças que fogem da guerra, da fome, da perseguição, dispostos a arriscar a vida para verem respeitados os seus direitos fundamentais? Um rio de miséria, alimentado pelo pecado, parece contradizer a plenitude do tempo realizada por Cristo.

Contudo este rio alagador nada pode contra o oceano de misericórdia que inunda o nosso mundo. Todos nós somos chamados a mergulhar neste oceano, a deixarmo-nos regenerar, para vencer a indiferença que impede a solidariedade e sair da falsa neutralidade que dificulta a partilha. A graça de Cristo, que realiza a expectativa da salvação, impele a tornar-nos seus cooperadores na construção dum mundo mais justo e fraterno, onde cada pessoa e cada criatura possam viver em paz, na harmonia da criação primordial de Deus.

No início dum novo ano, a Igreja faz-nos contemplar, como ícone de paz, a maternidade divina de Maria. A antiga promessa realiza-se na sua pessoa, que acreditou nas palavras do Anjo, concebeu o Filho, tornou-Se Mãe do Senhor. Através d’Ela, por meio do seu «sim», chegou a plenitude do tempo. O Evangelho, que escutámos, diz que a Virgem «conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração» (Lc 2, 19). Aparece-nos como vaso sempre cheio da memória de Jesus, Sede da Sabedoria, onde recorrer para termos a interpretação coerente do seu ensinamento. Hoje dá-nos a possibilidade de individuar o sentido dos acontecimentos que nos tocam pessoalmente a nós, às nossas famílias, aos nossos países e ao mundo inteiro. Aonde não pode chegar a razão dos filósofos, nem as negociações da política, consegue fazê-lo a força da fé que a graça do Evangelho de Cristo nos traz e que pode abrir sempre novos caminhos à razão e às negociações.

Feliz sois Vós, ó Maria, por terdes dado ao mundo o Filho de Deus; mas mais feliz ainda sois porque acreditastes n’Ele. Cheia de fé, concebestes Jesus, primeiro no coração e depois no seio, para Vos tornardes Mãe de todos os crentes (cf. Santo Agostinho, Sermo 215, 4). Lançai sobre nós a vossa bênção neste dia que Vos é consagrado; mostrai-nos o rosto do vosso Filho Jesus, que dá ao mundo inteiro a misericórdia e a paz.


sábado, 26 de dezembro de 2015

 

NATAL 2015
“Rorate, Coeli desuper 
E nubes pluant justum”

À volta do Presépio, celebramos hoje o acontecimento do nascimento de Jesus. A alegria invade o coração daqueles que, durante algum tempo, nos fomos preparando para comemorar, de novo, este mistério grande e sublime o da Incarnação do Filho de Deus. Diante do mistério, somente podemos calar-nos, guardar silêncio e deixar-nos penetrar por essa presença única que tudo enche: Deus sempre presente naqueles que o aceitam nas suas vidas e alimentam a fé nessa presença!..

Com Cristo, Deus não nos dá alguma coisa, um bem por mais precioso que seja, uma graça, mas Deus dá-se a si mesmo. É isto o que a Liturgia do Natal nos quer dizer, através dos Salmos diversos e das 12 leituras que proclamamos entre a Missa do Galo, a Missa da Aurora, e Missa do dia. Todas elas nos querem dizer que a vinda de Cristo não é devida ao poder do homem, que nós não o podemos gerar pelo processo natural dos mecanismos biológicos. Significa isso sim que o homem não pode produzir a Deus, mas significa também que Deus vem ultrapassar os nossos limites. Com Cristo, a Aliança não é apenas um contrato entre dois parceiros que se comprometem um com o outro, mas ela torna-se uma unidade entre dois parceiros, Deus e o homem. Recebemos a possibilidade de tornarmo-nos como Deus, porque Deus se tornou homem (Salmo 8). Vontade de assemelhar-se e de unidade que caracteriza o modo de proceder de Deus: nós chamamos a este encontro e aliança Amor.
 O nascimento de Jesus acontece como qualquer outro nascimento. Não houve milagres. Para não chegarmos muito perto de nós o prodígio desconcertante do Verbo de Deus feito menino, nós sobrecarregamos a celebração do Natal de quantidade de costumes e tradições muito próprios para desviar o nosso olhar e a nossa atenção da mensagem que nos traz o acontecimento do nascimento deste Menino. São: o Pai Natal, as prendas do Natal, a Noite de Natal. Tudo isto teria um valor relativo, se não estivesse associado ao essencial: as núpcias de Deus com a humanidade: “o teu autor te desposará”. Com Cristo, em Cristo e por Cristo, nós fazemos com Deus uma só carne. Em Cristo, nós seremos um só corpo. O corpo desta criança do presépio carrega com a humanidade inteira. Não é sem intenção que Lucas faz nascer Jesus num momento histórico em que se faz o recenseamento de toda a terra. Mateus faz que venham ao presépio os habitantes de longe, do Oriente. Eis juntos os judeus e os pagãos, os pobres representados pelo pastores e os ricos representados pelos Magos. Um pormenor surpreendente. Por ocasião do nascimento de Jesus, os evangelhos não citam nenhuma palavra de José e de Maria. A primeira mulher Eva era muito prolixa (Gen4,1). Por ocasião do seu primogénito dizia: eu adquiri um homem para Javé. Maria fica muda mas conserva todas as coisas no coração. É que com esta criança, palavra que etimologicamente significa sem palavra, tudo é dito e ela é. ao mesmo tempo, a palavra divina e humana.

UMA CRIANÇA NASCEU, UM FILHO NOS FOI DADO. Quem diria que o nosso Deus, Aquele que, tantas vezes, invocamos como poderoso e até como todo-poderoso viesse a incarnar num ser tão frágil, como é uma criança, um recém-nascido? Deus em Jesus se põe ao nosso dispor, com necessidade de ser acolhido por toda a comunidade humana para sobreviver e depois para crescer. O Verbo de Deus, a Palavra de Deus é verdadeiramente divina, quando Ela se esconde e se pronuncia nas palavras dos homens. Mas atenção. Um compromisso para todos nós neste Natal 2015 em que celebramos o nascimento de Cristo: Nascimento de Cristo, nosso renascimento e este ano, com mais razão, porque é o Ano da Misericórdia! Isto é: nascimento de Jesus, meu renascimento, para uma vida entregue a Deus e aos irmãos!.. Ajudemo-nos, para a nossa reconciliação interior e para nos reconciliarmos uns com os outros, com o Sacramento da Misericórdia que é a Confissão dos Pecados ou Sacramento de Penitência. UM BOM NATAL.


P. José Augusto Alves de Sousa,sj

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O povo que andava nas trevas viu uma grande Luz

 «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1)

Que a alegria, o Amor e a paz do Natal conduzam as nossas vidas e os nossos gestos e encham os nossos corações de Esperança e Luz.

                 A Comunidade dos Padres Jesuítas deseja-lhe um Santo e Feliz Natal 




quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A Caminho do Presépio

 

O Presépio somos nós! É dentro de nós que Jesus nasce:

Dentro destes gestos que, em igual medida, a esperança e a sombra revestem,
Dentro das nossas palavras e do seu tráfego sonâmbulo,
Dentro do riso e da hesitação,
Dentro do dom e da demora,
Dentro do redemoinho e da prece,
Dentro daquilo que não soubemos ou ainda não tentamos.

O Presépio somos nós! É dentro de nós que Jesus nasce:

Dentro de cada idade e estação,
Dentro de cada encontro e de cada perda,
Dentro do que cresce e do que se derruba,
Dentro da pedra e do voo,
Dentro do que em nós atravessa a água ou atravessa o fogo,
Dentro da viagem e do caminho que sem saída parece.

O Presépio somos nós! É dentro de nós que Jesus nasce:

Dentro da alegria e da nudez do tempo,
Dentro do calor da casa e do relento imprevisto,
Dentro do declive e da planura,
Dentro da lâmpada e do grito,
Dentro da sede e da fonte,
Dentro do agora e dentro do eterno!


José Tolentino Mendonça

domingo, 20 de dezembro de 2015

IV Domingo do Advento - ACOLHIMENTO- A Alegria de Maria

Isabel disse a Maria: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». 
Cf. Lc 1, 39-45

O Evangelho apresenta-nos a figura de Maria e nela a capacidade de acolher Deus, de dizer sim para que Ele habite no meio de nós.
Maria parte para uma cidade de Judá ao encontro de Isabel. Toda a sua vida é um permanente acolher e a sua missão desenvolve-se num constante partir.
Olhando o Seu exemplo podemos acolher Deus e fazer com que Ele perma­neça na nossa vida. Podemos ser solidários com o sofrimento alheio e tentar apoiar essas pessoas nas suas dificuldades.
E nós? Na nossa Comunidade paroquial estamos despertos e comprometidos com as necessidades de cada um?

«Isabel mostra que a raiz de toda esta alegria é a fé: “Feliz de ti que acreditaste”! Exalta a grandeza da fé de Maria que aceita tornar-se morada de Deus e colaborar com Ele para a salvação do mundo através da sua maternidade.»
              D. António Marto, Maria, Mãe de Ternura e de Misericórdia, nº 6

PARA O CAMINHO… O ACOLHIMENTO

Reza todos os dias a oração proposta

Ao aproximarmo-nos do Natal, dá beleza ao presépio com a frase: Glória a Deus nas alturas!
Esta semana no caminho que conduz à gruta, coloca a imagem de Maria que transporta no seu seio o Deus Menino

Partilha a alegria do Natal com outras pessoas, escrevendo por exemplo um postal de Natal para dizeres dessa alegria a alguém que te seja próximo.

Celebra em comunidade a Eucaristia de Natal: Missa do Galo à meia-noite.
Dia de Natal às 9:00 em S. João de Malta, às 11:30h ou 19:00h em S. Tiago


ORAÇÃO EM FAMÍLIA
A minha alma glorifica o Senhor *
E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva: *

De hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: *
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração *

Sobre aqueles que o temem.
Manifestou o poder do seu braço *
E dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos *
E exaltou os humildes.

Aos famintos encheu de bens *
E aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo, *

Lembrado da sua misericórdia,
Como tinha prometido a nossos pais, *

A Abraão e à sua descendência para sempre.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo…
        
Fontes de ajuda: caminhadas de advento

IV Domingo do Advento


Papa aponta três lugares de deslumbramento para viver o Natal:
O outro, a história, a Igreja

O papa afirmou hoje, no Vaticano, nas palavras que proferiu antes da oração do "Angelus", que para «celebrar de modo proveitoso o Natal» os cristãos são chamados a contemplar os três lugares «do deslumbramento.
«O primeiro lugar é o outro, em quem reconhecer um irmão, porque desde que aconteceu o Natal de Jesus, em cada rosto está impressa a semelhança do Filho de Deus. Sobretudo quando é o rosto do pobre, porque como pobre Deus entrou no mundo, e dos pobres, antes de tudo, se deixou aproximar.
Um outro lugar em que, se olharmos com fé, experimentamos deslumbramento é a história. O segundo. Muitas vezes acreditamos vê-la através da perspetiva correta, e em vez disso arriscamo-nos a lê-la ao contrário. Acontece, por exemplo, quando ela nos parece determinada pela economia de mercado, regulada pela finança e pelos negócios, dominada pelos poderes de turno.
O Deus de Natal é, em vez disso, um Deu que "baralha o jogo" (Ele gosta de o fazer!): como canta Maria no "Magnificat", é o Senhor que inverte os poderosos dos tronos e levanta os humildes, enche de bens os famintos e deixa os ricos de mãos vazias. Este é o segundo lugar de deslumbramento, o da história.
Um terceiro lugar do deslumbramento é a Igreja: olhá-la com o deslumbramento da fé significa não limitar-se a considerá-la apenas como instituição religiosa, que o é, mas senti-la como uma mãe que, apesar de entre manchas e rugas (temos tantas), deixa transparecer os traços da esposa amada e purificada por Cristo Senhor.
Uma Igreja que sabe reconhecer os muitos sinais de amor fiel que Deus continuamente lhe envia. Uma Igreja para a qual o Senhor Jesus não será nunca uma posse a defender ciumentamente - quem o faz, está errado -, mas será sempre aquele que lhe vem ao encontro e que sabe esperar com confiança e alegria, dando voz à esperança do mundo, a Igreja que diz: "Vem, Senhor Jesus!". A Igreja que tem sempre as portas abertas e os braços abertos (...).
No Natal Deus dá-nos todo a si mesmo, dando o seu Filho, o único, que é toda a sua alegria. E só com o coração de Maria, a humilde e pobre filha de Sião, tornada Mãe do Filho do Altíssimo, é possível exultar e alegrar-se pelo grande dom de Deus e pela sua imprevista surpresa.
Que ela nos ajude a entender o deslumbramento - estes três deslumbramentos: o outro, a história e a Igreja - pelo nascimento de Jesus, o dom dos dons, o presente imerecido que nos traz a salvação, que nos faça também sentir este deslumbramento no encontro com Jesus.»
Após a oração do Angelus, dedicada à Virgem Maria, Francisco saudou as crianças que se deslocaram à Praça de S. Pedro para a bênção das imagens do Menino Jesus que são colocadas nos presépios de suas casas.
«Quando rezardes diante do vosso presépio, recordai-vos também de mim, como eu me recordo de vós. Agradeço-vos, e bom Natal!», disse Francisco, que também pediu orações pela Síria, Líbia, Costa Rica e Nicarágua.

Rui Jorge Martins
Publicado em 20.12.2015